A indicação é  optar por produtos livres de toluol.
Basta uma olhada atenta à despensa para verificar que quase todos os produtos de limpeza ou para reparos caseiros trazem especificações de cuidado ao uso por conterem substâncias tóxicas e prejudiciais à saúde. Na maioria dos casos, o risco é de alergias, dermatites, irritações de mucosas etc., e pode ser evitado se o uso for feito de forma adequada.
Desinfetantes, limpadores de pisos e removedores são alguns exemplos de produtos que devem ser manuseados com cuidado, pois podem causar desde irritação nos olhos, pele, mucosas, até afetar o sistema respiratório e causar inconsciência. Produtos de higiene pessoal e estética também podem causar sérias alergias e a indústria vem apresentando cada vez mais soluções para quem sofre do mal. É o caso dos esmaltes. A Impala, por exemplo, possui uma linha de produtos hipoalergênicos, que reduzem sensivelmente as chances de irritação ou alergia. Sua formulação balanceada foi desenvolvida sem as substâncias toluol e formaldeído, principais agentes causadores de alergias.
Nos esmaltes, o toluol aparece em concentrações baixas e por isso o efeito máximo é alérgico. Já na cola de contato, que cola diversos tipos de materiais como sapato, madeira e metal, conhecida popularmente como cola de sapateiro, o toluol pode representar um perigo muito maior.
O toluol é um solvente aromático que, ao ser inalado, inibe o sistema nervoso central, causando sensações de excitação, alucinações auditivas e visuais, acompanhadas de tontura, náuseas, espirros, tosse, salivação e fotofobia. Quando usado em altas doses e/ou de forma crônica, essa substância leva à síndrome de adicção. Como os efeitos após a inalação são rápidos (desaparecem após 15 a 40 minutos), o usuário acaba repetindo a dose diversas vezes para prolongar a sensação de euforia, o que favorece a ocorrência da dependência química. Neste caso, a indústria também já deu um passo importante, no caso da Henkel, que fabrica a Cascola, líder no segmento. A empresa retirou o toluol de toda a linha do produto, substituindo por um solvente que tem apenas um terço de sua toxicidade, sem potencial de abuso.

Material retirado do portal A Crítica